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1 de ago de 2015

A vontade em Thomas Hobbes


Respeitar tratados e convênios não é questão de direito, é questão de conveniência.” Thomas Hobbes.

Sabemos que nossas ações (decisões, atitudes) são precedidas de uma espécie de sensação que denominamos “vontade”, que ela nos move, pois sem a mínima vontade não há empenho sequer para deixar os lençóis pela manhã, que dirá empreender tarefas mais árduas, mesmo que urgentes.

O matemático, teórico político e filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), em sua obra Liberdade e necessidade ponderou sobre o que estaria por trás da vontade, que é último elo na cadeia de deliberação (reflexão) a condicionar nossas ações diante das opções que enxergamos. Ah, a vontade, o querer ou não querer... Queres refletir?

Diante de um impasse, de uma questão que exija que reflitamos e que ponderemos sobre as opções existentes estaremos também, por um momento que seja, num estado de indeterminação em relação ao fim de nossas escolhas, ou seja, os resultados, as consequências de nossos atos ainda não estarão dadas ao nosso entendimento.

Nesse estado de indeterminação, de certa “liberdade” que Hobbes denomina de “estado cinético” ainda não prevalece a expressão que o inglês chama de “conatus”, que é uma sensação constituída como vontade. Conatus então é a palavra que o estudioso usa para designar a prevalência, a supremacia de uma sensação sobre as demais.

Antes de agirmos, ponderamos e, em relação a um objeto (ou situação), percebemos que uma determinada sensação – conatus – prevalece sobre as demais, findando o processo de deliberação e decorrendo daí, a ação escolhida. Essa escolha é livre? O que determina ou induz nossas predileções, o que suscita nossa VONTADE?

Hobbes diz que mesmo nas ocasiões em que agimos por medo de alguma represália, num determinado sentido, somos livres sim, porque sempre podemos contar com a opção de agir de outro modo: “Assim também, às vezes, só se pagam as dívidas com medo de ser preso, o que, como ninguém impede a abstenção do ato, constitui o ato de uma pessoa em liberdade”. De fato, embora convenha liquidar os débitos que contraímos, somos livres para não fazê-lo.

No entanto, segundo Hobbes, uma ação é considerada livre na medida em que o seu transcurso não é obstaculizado. Entretanto, salienta que a ação é determinada por uma causa imediata, a vontade, isto é, por uma sensação que preponderou sobre as demais (conatus) no processo deliberativo. Sendo que a deliberação é concebida como uma cadeia de sentimentos antagônicos – desejos e aversões – causadas por um objeto do querer.

As sensações (medo, desejo, aversão, etc.) suscitadas pelos objetos que nos cercam são como imagens reproduzidas na faculdade da sensação pela memória que temos de nossas experiências com eles: “Pois se um homem está deliberando sobre qual melhor estratégia, ou conjunto de ações, para obter a vitória em um combate [por exemplo], está necessariamente ponderando sobre elementos relativos à sua experiência passada em combates”. E esses elementos serão acompanhados de desejo ou aversão conforme o que tiver sido preservado na memória sobre determinado objeto ou situação.

Suponhamos que, ao rememorar fatos e ações passadas que nos trouxeram algum sofrimento ou fracasso, surja determinada imagem acompanhada por sentimentos ou sensações de medo e temor. Nesse caso, a aversão imperará.

No caso da suposição acima descrita, podemos constatar que a liberdade não significa autonomia da vontade frente às relações causais, pois a sensação de medo (ao culminar em aversão), determinará o sentimento da vontade: aversão.

O que quer que tenhamos vivenciado no passado (tanto nosso, privado – enquanto indivíduos –, ou seja seres únicos, indivisíveis, quanto – enquanto membros de uma sociedade) comporá aquilo que chamamos de experiência. Aqui vislumbramos o entrelaçamento entre nossas ações (fruto de nossa vontade) atrelada às nossas experiências.

O filósofo nos explica que “A sensação que conformará a vontade ao término da deliberação tem necessariamente sua causa em fato ou fatos repetidamente vivenciados e resguardados, como uma corrente de sensações na memória, o que compõe a sua experiência”. O que significa que deliberamos (refletimos) no presente ponderando sobre fatos e sensações passados preservados em nossa memória.

É que somente à partir da experiência é que os objetos (ou situações) são assinalados com as qualidades de sentimentos e sensações que serão como marcas em nossa psique. Isso porque os sentimentos ou sensações produzirão efeitos sobre nosso aparato sensível (Homero, o maior poeta grego diria, nos phrenas).

Graças a esse aparato sensível, esquivamo-nos de situações que insinuem desarmonia, denotem belicosidade ou promovam algum risco ao nosso conforto, à nossa segurança e tranquilidade, sem falar de tudo o que ameace a preservação da própria vida.

Segundo Hobbes, agimos sempre orientados pelo impulso primordial que é o de preservação da vida: “Assim sendo, a causa imediata da ação – a vontade – sofre uma determinação interna e natural”. Trata-se do conatus ao qual nos referimos acima, da supremacia de uma sensação.

Entretanto, ele ressalta que se realizarmos o percurso contrário e, partindo dos efeitos (as ações), ascendermos em direção às causas de nossas ações, passando pela causa imediata (a vontade) e chegarmos às causas que produziram as sensações que compõem o expediente de deliberação, obteremos uma cadeia de causas e efeitos que acabará por se inscrever em outra cadeia causal maior, que conforma o mundo. Nossa vontade é livre sim, porém, circunscrita num todo maior.

Quanto ao estatuto da natureza da ação humana, Hobbes insiste que quando um homem manifesta desejo por alguma coisa pela qual não tinha antes desejo e vontade, a causa dessa vontade não é a mera vontade em si mesma, mas alguma outra coisa (ou causa) anterior, que atuou sobre ele e da qual ele não tem consciência imediata.

Sendo assim, a tese que Hobbes defende é a de que a ação humana não é livre, no sentido de ser derivada de uma vontade absolutamente incondicionada, porque nossas ações são condicionadas pela ordem causal (sucessões de causas/efeitos) dados pela natureza e seus imperativos, a saber, o medo maior, que é o de morrer.

O medo da morte é tão evidente que geres, a decrépita velhice (indício líquido e certo da proximidade de finitude) suscita a vontade pelo combate. Não surpreende que um dos maiores investimentos humanos seja – cada vez mais – na promoção da saúde e da juventude.

Ao romper com a relação de causalidade, romperíamos com a geração e, onde não há geração, diz ele, não há, correlativamente, a possibilidade de conhecimento filosófico.

Concluindo, somos livres para agirmos conforme nossa vontade, claro. Mas ela, a vontade, não está desvinculada dos sentimentos e sensações suscitados pela memória que temos de nossas experiências passadas, registradas em nosso (Freud será leitor de Hobbes) inconsciente.

Cada um de nós mantém, no interior de nossa vida em sociedade, a liberdade de decidir sobre os desígnios de nossas ações. Somos livres, inclusive, para optar pela recusa em obedecer e seguir as normas já conformadas em nosso meio social. A fundação do Estado subjaz justamente nessa liberdade (no risco constante de desobediência), zelando para que (pelo seu poder) a incompatibilidade entre o que queremos e o que nos é permitido querer seja minimizado.

É esse acordo entre as vontades dos agentes – nós, enquanto indivíduos, repletos das mais diversas (lícitas e ilícitas) vontades – e a sociedade (na pessoa do Estado) que permite que realizemos nossas atividades, desfrutemos de conforto e tranquilidade. Com toda liberdade possível, é claro.

Luciene Felix Lamy
Professora de Filosofia e Mitologia Greco-Romana

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1 de jul de 2015

IMIGRANTES: Hobbes e o Estado - Parte II


(...) os homens, tendo em vista conseguir a paz, e através disso sua própria conservação, criaram um homem artificial, ao qual chamamos Estado, assim também criaram cadeias artificiais, chamadas leis civis (...)”. Thomas Hobbes.


No artigo anterior (AQUI), Freud deixa claro o quanto somos bélicos, violentos, hostis. E esclarece também que as penalidades previstas nas leis visam inibir os excessos mais grosseiros de nossas brutalidades, ressaltando, entretanto, que “a lei não é capaz de deitar a mão sobre as manifestações mais cautelosas e refinadas da agressividade humana”. As denúncias de assédio moral, por exemplo, evidenciam a sutileza de tais perversidades.

Realista, o pai da psicanálise conclui que “Chega a hora em que cada um de nós tem de abandonar – como sendo ilusões –, as esperanças que, na juventude, depositou em seus semelhantes, e aprende quanta dificuldade e sofrimento foram acrescentados à sua vida pela má vontade deles.”

É com a constatação dessa desumanidade que a civilização funda e tenta lidar com o Estado, essa espécie de mega “pessoa jurídica artificial”. O Estado, que é conduzido por “autoridades” (no caso das democracias) legitimadas por seus “súditos” (através dos que elegemos para nos representar) e instituído.

E assim “O homem civilizado trocou uma parcela de suas possibilidades de felicidade por uma parcela de segurança”, como diz Freud, leitor do matemático e filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679).

Mas o que é o Estado? O que o sustém e, convém ou não – sim, ao Estado também! - responder e ser penalizado por suas ações arbitrárias?

Para pensar esse pacto social entre o Estado e as pessoas governadas por seus ditames – tão negligenciadas como denuncia o exorbitante número de imigrantes e refugiados no mundo atual –, trazemos algumas ideias de Hobbes, pois aviltados em sua dignidade, os imigrantes regressam ao estado de natureza e, como cada um é seu próprio juiz, se veem obrigados a agir conforme o que julgam ser a melhor saída (literalmente) a fim de preservar suas vidas. Nada mais natural e compreensível.




O estado de guerra, que segundo Hobbes não se caracteriza – necessariamente – por um conflito empiricamente dado, mas onde basta haver uma situação de hostilidade potencial, nos autoriza ao que for possível para nos mantermos vivos.

Óbvio que todos nós, enquanto racionais, concordamos que – terrível – a iminência de guerra é o quadro mais temido, pois acena com a morte violenta de milhões inocentes. É por isso que nossa razão calcula que devemos nos empenhar ao máximo para evitar tamanha irracionalidade. Eis o télos (do grego propósito, finalidade) do Estado.

Artifício social, o Estado político é uma espécie de artefato, uma “pessoa civil”, uma ficção, um construto, em virtude do qual abandonamos nossos interesses enquanto indivíduos a favor de um todo maior, do grupo ao qual pertencemos. 

E não podemos furtamo-nos a exigir desse grupo maior do qual fazemos parte a primazia pela harmonia, o sublime, repudiando o bestial em seus atos/éthos.

Até porque, “A existência do Estado revela a dependência da relação com os membros que o compõem e sua finalidade última está justamente na preservação da vida de cada um de seus membros (...)”. 

A intencionalidade comum aos seres humanos é sempre a preservação da vida, o bem estar e a paz. Instituir e promover medo e terror, obrigando seus membros às fugas desesperadoras é contrariar exatamente o cerne de sua criação e razão da existência do Estado.

Considerando que deliberamos (pensamos, raciocinamos, ponderamos) sobre nossas ações futuras (ainda inexistentes), sobre aquelas decisões e atitudes que ainda estão abertos aos caprichos do nosso livre arbítrio, ou seja, projetados para um vir-a-ser, a existência de uma instância superior, “soberana” (no caso, o Estado político) é caudatária (carrega, ampara, segue, é ancoradouro) das intenções e das ações humanas.

Como resume bem o estudioso Júlio Bernardes: “O Estado político, desde sua gênese, está lógica e ontologicamente condicionado pela existência dos seres humanos, quer no momento específico de sua confecção – o contrato – quer pela finalidade que determina o sentido de suas ações (…)”.

A existência do Estado, salienta, depende do esforço que este realiza para a distribuição de força ou poder para as partes que o constituem, distribuição essa que se dá na forma de benesses (benfeitorias) que incrementam as condições pelas quais cada ser humano pode manter uma vida relativamente segura e confortável.

As ações do Estado (Governo) passam a representar de forma absoluta a vontade dos autores da representação (o povo) e a transferência de direito, por meio da autorização, cria simultaneamente o objeto, isto é, o Estado.

Promover condições para uma vida confortável e livre das ameças de violências e guerras depende, necessariamente, das decisões do Estado.

Sendo assim, como aponta Júlio Bernardes, a paz efetivada pela soberania é condição necessária para o bem comum. Entretanto, o desenvolvimento das condições que podem implementá-la é obtido pela ação livre dos indivíduos, que tendem naturalmente para isso no interior da sociedade civil organizada.

Para Hobbes, fundamental é que o Estado seja concebido como uma pessoa que delibera e que o resultado dessa deliberação seja por todos acatado. Nas repúblicas democráticas esse processo de deliberação pode ser bem complexo e moroso, pois transcorre por várias instâncias.



No entanto, uma vez deliberado, o Estado passa a constituir sua vontade, reflexo dos anseios de seus membros: “O Estado regra as ações que atentam ou são contrárias ao bem comum”, afirma Hobbes.

Artifício humano, esse Estado hobbesiano é o que possibilita o desenvolvimento das artes, da ciência, do trabalho e do comércio, enfim, de tudo aquilo que repousa sobre a iniciativa e o exercício das faculdades naturais de cada homem, afirma Bernardes.

Não obstante, estas atividades desenvolvidas no interior da sociedade civil repousam na liberdade privada dos indivíduos, que tendem por natureza para o prazer e o conforto, isto é, para a boa vida.

A guerra revela características primitivas e instintivas (“humano, demasiado humano”), é a situação onde não há lugar para os resultados do engenho humano, pois atacando ou se defendendo “o homem não humaniza o mundo”.

Thomas Hobbes diz que na guerra não há “lugar para a indústria, pois seu fruto é incerto; consequentemente não há cultivo da terra, nem navegação, nem uso de mercadorias que podem ser importadas pelo mar; não há construções confortáveis, nem instrumentos (...); não há conhecimento da face da Terra, nem cômputo do tempo, nem artes, nem letras; não há sociedade...”.

Diante de tamanha barbárie urge atentarmos ao fato de que numa sociedade globalizada como a atual, quando o Estado atenta contra seus integrantes e os induz à desesperadora condição de refúgio, atenta também contra cada um de nós, enquanto seres humanos, todos nós acabamos por nos tornar vítimas das ações de tiranos.

Os homens obedecem as leis por medo da punição. “É por si só manifesto que as ações dos homens procedem de sua vontade, e essa vontade procede da esperança e do medo (…) devemos providenciar nossa segurança, não mediante pactos, mas através de castigos (…).” Quando um Estado se revela perverso, barbarizando, urge impor as penas correspondentes.

Como apelo, vale suscitar a compaixão nas sábias palavras do filósofo e economista Adam Smith (1723-1790): "Independente de quão egoísta possa ser o homem, há evidentemente um princípio natural que o faz interessar-se pela sorte dos outros e considerar sua felicidade necessária para si, mesmo que nada obtenha dela além do prazer de vê-la". Cuidar dos seres humanos é zelar por nós mesmos.



Luciene Felix Lamy
Professora de Filosofia e Mitologia Greco-romana da
Galleria Borghese, Roma
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Eis que a Sabedoria reina, mas não governa, por isso, quem pensa (no todo) precisa voltar para a caverna, alertar aos amigos. Nós vamos achar que estais louco, mas sabes que cegos estamos nós, prisioneiros acorrentados à escuridão da caverna.

Abordo "O mito da caverna", de Platão - Livro VII da República.

Eis o télos (do grego: propósito, objetivo) da Filosofia e do filósofo. Agir na cidade. Ação política. Phrônesis na Pólis.

Curso de Mitologia Grega

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As exposições mitológicas explicitam arquétipos (do grego, arché + typein = princípio que serve de modelo) atemporais e universais.

Desse modo, ao antropomorficizarem os deuses, ou seja, dar-lhes características genuinamente humanas, os antigos revelaram os princípios (arché) de sentimentos e conflitos que são inerentes a todo e qualquer mortal.

A necessidade da ordem (kósmos), da harmonia, da temperança (sophrosyne) em contraponto ao caos, à desmedida (hýbris) ou, numa linguagem nietzschiana, o apolíneo versus o dionisíaco, constitui a base de toda antiga pedagogia (Paidéia) tão cara à aristocracia grega (arístois, os melhores, os bem-nascidos posto que "educados").

Com os exponenciais poetas (aedos) Homero (Ilíada e Odisséia), Hesíodo (A Teogonia e O trabalho e os dias), além dos pioneiros tragediógrafos Sófocles e Ésquilo, dispomos de relatos que versam sobre a justiça, o amor, o trabalho, a vaidade, o ódio e a vingança, por exemplo.

O simples fato de conhecermos e atentarmos para as potências (dýnamis) envolvidas na fomentação desses sentimentos, torna-nos mais aptos a deliberar e poder tomar a decisão mais sensata (virtude da prudencia aristotélica) a fim de conduzir nossas vidas, tanto em nossos relacionamentos pessoais como indivíduos, quanto profissionais e sociais, coletivos.

AGIMOS COM MUITO MAIS PRUDÊNCIA E SABEDORIA.

E era justamente isso que os sábios buscavam ensinar, a harmonia para que os seres humanos pudessem se orientar em suas escolhas no mundo, visando atingir a ordem presente nos ideais platônicos de Beleza, Bondade e Justiça.

Estou certa de que a disseminação de conhecimentos tão construtivos contribuirá para a felicidade (eudaimonia) dos amigos, leitores e ouvintes.

Não há dúvida quanto a responsabilidade do Estado, das empresas, de seus dirigentes, bem como da mídia e de cada um de nós, no papel educativo de nosso semelhante.

Ao investir em educação, aprimoramos nossa cultura, contribuimos significativamente para que nossa sociedade se torne mais justa, bondosa e bela. Numa palavra: MAIS HUMANA.

Bem-vindos ao Olimpo amigos!

Escolha: Senhor ou Escravo das Vontades.

A Justiça na Grécia Antiga

A Justiça na Grécia Antiga

Transição do matriarcado para o patriarcado

A Justiça nos primórdios do pensamento ocidental - Grécia Antiga (Arcaica, Clássica e Helenística).

Nessa imagem de Bouguereau, Orestes (Membro da amaldiçoada Família dos Atridas: Tântalo, Pélops, Agamêmnon, Menelau, Clitemnestra, Ifigênia, Helena etc) é perseguido pelas Erínias: Vingança que nasce do sangue dos órgãos genitais de Ouranós (Céu) ceifado por Chronos (o Tempo) a pedido de Gaia (a Terra).

O crime de matricídio será julgado no Areópago de Ares, presidido pela deusa da Sabedoria e Justiça, Palas Athena. Saiba mais sobre o famoso "voto de Minerva": Transição do Matriarcado para o Patriarcado. Acesse clicando AQUI.

Versa sobre as origens de Thêmis (A Justiça Divina), Diké (A Justiça dos Homens), Zeus (Ordenador do Cosmos), Métis (Deusa da presciência), Palas Athena (Deusa da Sabedoria e Justiça), Niké (Vitória), Erínias (Vingança), Éris (Discórdia) e outras divindades ligadas a JUSTIÇA.

A ARETÉ (excelência) do Homem

se completa como Zoologikon e Zoopolitikon: desenvolver pensamento e capacidade de viver em conjunto. (Aristóteles)

Busque sempre a excelência!

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TER, vale + que o SER, humano?

As coisas não possuem valor em si; somos nós que, através do nôus, valoramos.

Nôus: poder de intelecção que está na Alma, segundo Platão, após a diânóia, é a instância que se instaura da deliberação e, conforme valores, escolhe. É o reduto da liberdade humana onde um outro "logistikón" se manifesta. O Amor, Eros, esse "daimon mediatore", entre o Divino (Imortal) e o Humano (Mortal) pode e faz a diferença.

Ser "sem nôus", ser "sem amor" (bom daimon) é ser "sem noção".

A Sábia Mestre: Rachel Gazolla

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O Sábio Mestre: Antonio Medina Rodrigues (1940-2013)

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